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Dois dedos de silêncio

M. Há dias meu coração sufoca de confusão e de angústia. Não sei ao certo o que pensar e não posso controlar o que sinto. Eu mergulhei num silêncio denso e tento encontrar forças e aconchego no vazio. Muita coisa construída e suspensa; caminhar agora significa deixar pra trás sonhos que estavam sendo realizados. Eu não consigo entender que se o amor era nossa fortaleza, por que deixamos que tudo se estilhaçasse e esquecemos o nosso compromisso com a superação para mantermos bonita a nossa história. Se tantas etapas foram vencidas, por quais caminhos perdemos a nossa harmonia? Pois o …

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É bom estar comigo

É bom estar comigo. Acordar com o sol, ver o progresso do dia e saber que caminhei junto. Cumprir minha rotina de s’il vous plâit et merci beaucoup e ser mais uma luz acesa numa janela, contemplativa e sossegada enquanto anoitece. E acariciar o cansaço, adiar o descanso, verter para o corpo, no banho, os pensamentos acumulados na mente durante o expediente do sol, da chuva, da primavera. Il fait beau, Il fait froid, Il (presque) fait chaud. Expandir minha Consciência e a minha presença para mim, com o Outro. É bom estar dentro de vagões dos metrôs de Paris …

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Minha experiência transformadora com o Tantra

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Acredito que ter uma vida criativa é uma das maiores formas de força: criatividade não apenas para produzir obras artísticas, mas para encontrar possibilidades de manobras na vida que, antes, pareciam inexistentes_ desbravar novos caminhos, não buscar velhos atalhos. Projetar o corpo para caminhar com mais determinação e demonstrar segurança em minhas escolhas até que eu acredite nisso, até que pessoas que poderão ser facilitadoras das minhas conquistas acreditem que também podem e devem investir em mim porque eu invisto. Isto não é hipocrisia, é um exercício para acordar o nosso PODER. Porém, existe algo muito sutil que pouca gente, …

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Eu sou o meu lugar

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Eu tentei me adaptar a um contexto diferente para ser socialmente aceita. Eu esperava ser acolhida e encontrar algum lugar de pertencimento. Eu não tinha nada, apenas uma vida absolutamente oposta à minha, um amor pelo Outro, uma vontade imensa de conseguir me adequar. E com toda a experiência que ganhei, eu me perdi de mim. E a falta que senti da minha presença foi minando todas as minhas forças: sem autonomia, sem alegria e absolutamente só, eu tentei caminhar, mas não consegui encontrar nenhum caminho próspero. Precisei me deslocar geograficamente para saber aonde eu estava. Eu precisei chorar no …

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Não confunda “aceitar” com “compreender”

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A gente não precisa do reconhecimento do Outro para saber o valor que temos. Podemos compreender uma situação e não aceitar uma atitude. Podemos julgar um comportamento sem desvalorizar, por inteiro, a pessoa que o exerceu. Que cada um se responsabilize pelas suas mazelas e que administre a sua raiva ou irritabilidade. Não precisamos de plateia e nem de ser plateia do que é cáustico. Entupir-se de citações de espiritualistas e filósofos não nos faz mais sábios. As nossas atitudes denunciam o que apreendemos verdadeiramente. O que nos faz mais sábios é o nosso comportamento: quando genuinamente amoroso. Mude seu …

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Um pacote chamado VIDA

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Não sei ao certo se a gente recebe um pacote chamado VIDA ou se esse pacote é que recebe a gente. O fato é que no tal embrulho, sem manual de instruções, cada um desenlaça uma narrativa, alguma história escrita assim: sem caderno, caneta, apenas com tinta. Dentro dele, gratuitamente, temos os dias e todos os fenômenos que a Natureza usa para se expressar. Temos nossas preferências sobre cada um destes fenômenos e dizemos “gosto” ou “não gosto” nos posicionando como se algo pudesse impedi-los.   São muitas as pessoas que vivenciam esta mesma experiência e, é com elas que …

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Quando a saudade localiza o sujeito na gente

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Onde a saudade localiza o sujeito na gente? No coração, na mente, no corpo ou nesse conjunto todo que pulsa revirando o baú de adeuses que, talvez, quem sabe, quisessem dizer outra coisa? Pois insiste em nós essa impregnação na lembrança, mas o sentimento ocupa muito mais que a memória. Onde a saudade localiza o sujeito na gente se os olhares já nem se veem mais e as peles só exalam o perfume da distância? Se o tempo correu enchendo de poeira luas e mais luas deixando sonolentas e opacas as estrelas que brilhavam nas madrugadas incandescentes? Onde fica guardado …

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